HOMENAGEM: PRAÇA PROF. MELISSA ARENHALDT
Hoje, 09 de agosto de 2008, Melissa estaria completando 29 anos. Hoje também faz pouco mais de 4 meses que ela nos deixou. Se naquele momento tomados por um sentimento de tristeza, hoje manifestamos nossa saudade pela sua ausência, mas também, somos tomados por um sentimento de gratidão e alegria deste momento.
Assim, em nome da família Arenhaldt quero agradecer por presenciar e vivenciar este momento tão recheado de significado para as sementes da Melissa que germinam.
Nossa profunda gratidão à Escola Estadual Carlos Fett Filho e ao agradecer a Diretora Professora Mara, agradecer a todos os professores, funcionários e alunos da Escola que agora viablilizam esta homenagem.
Mas, então, qual o significado deste evento, deste momento, desta cerimônia?
É de homenagem! É de celebração! Um ritual! É uma homenagem a este lugar de professora estadual que Melissa vivia. E não é uma homenagem somente para a Melissa. É uma homenagem à docência, uma homenagem a todos os professores estaduais.
É uma homenagem para um jeito de ser professor(a). Uma docência decente, que cuida do outro, que representa carinho, compreensão e respeito, tão próprio da Melissa.
Uma homenagem que é reconhecimento ao trabalho e à pessoa que a Melissa representa para todos nós. Este ritual também é uma celebração da memória da Melissa. É um ritual que de certa forma a perpetua e a imortaliza.
Lembro, das tantas conversas que tivemos – conversas de irmão –, em tempos de enfermidades, da presença da perspectiva da morte e de reflexão sobre o sentido e o significado da vida, que Melissa dizia que não queria ser esquecida, que tinha desejo de que suas ações, sua pessoa e sua imagem fosse lembrada. Mas sabia e dizia que com o tempo todos nós um dia seríamos esquecidos, que nossa memória iria aos poucos perecendo. E discutíamos o quanto nossas ações e exemplos permanecem ou não neste plano. E perguntávamos: que legado deixamos do nosso viver? Com que intensidade vivemos e o que fizemos com o presente que temos?
O desejo de viver e a luta pela vida de Melissa era enorme, como todos tivemos a possibilidade de presenciar e ver. Essa, sem dúvida, foi uma das grandes lições que ela nos deixou.
Mas talvez a maior lição foi a alegria e a beleza de sua companhia. E é por isso que sentimos tantas saudades dela. É que a presença dela era uma presença alegre, presença que iluminava, que qualificava as relações nos espaços que freqüentava, qualquer que seja.
O sorriso era a marca da Melissa. O sorriso aberto e intenso: O Eterno Brilho de um Sorriso. E não era um sorriso externo – como uma máscara – era um sorriso que brotava de dentro e contagiava a todos a sua volta.
Por isso entendemos que a homenagem é justa e é uma forma de corporeificar esta presença ausente da Melissa, de dar corpo ao que a Melissa significou para todos nós. De torná-la ainda mais presente entre nós e não deixar que sua memória evapore e se esvaia.
Significativo também é o espaço desta homenagem. Uma Praça de Escola. Não poderia ser um lugar melhor para receber o nome da Melissa. Ela se realizava na presença das pessoas, com os alunos, com a vida na escola.
A Praça é o espaço Público, lugar do Povo (como ela dizia: “Meu povo”). É o lugar da República (da res publica, ou seja, da coisa pública) e onde as coisas da cidade acontecem, espaço do cidadão.
Agrega-se ainda que é uma praça de uma escola pública: recheada de crianças e estudantes.
As vezes jogávamos As Cartas do Caminho Sagrado[1] e seguido Melissa tirava a Carta número 16 que significa LUGAR DE PODER, que é a busca da ligação com a terra e que pede que cada um descubra o seu lugar de poder pessoal para o seu poder de cura se manifestar.
Na busca de sua cura Melissa procurou seu lugar de poder e talvez não tenha concluído este processo. Quero acreditar que possamos ajudá-la oferecendo mais este espaço de poder pessoal e de manifestação de cura de Melissa.
Assim como o espaço que ora recebe seu nome, em algumas culturas de outros povos, existe o hábito de que para cada pessoa que nasce é plantada uma árvore e esta árvore passa a ter o seu nome, e mais do que ter o seu nome, a árvore de certa forma “é você”. Assim, em momentos de reflexão, de decisões pessoais, de dificuldade e gratidão, é possível ir até a sua árvore para ter um encontro consigo mesmo. Assim, mesmo você transcendendo para outro plano a sua árvore aqui neste mundo permanece e se corporeifica em árvore. Além disso, é possível estabelecer contato com a memória dos seus ancestrais já que cada um da sua família tem (e é) a sua árvore.
Por isso, plantaremos esta árvore – um Manacá da Serra – que foi escolhida pela mãe, pois é uma árvore que floresce colorida no mês de agosto. E simbolizará a Melissa.
Que ela cresça, floresça, desenvolva e se corporeifique entre nós como Povo Árvore em sua memória: MELISSA.
Assim, em nome da família Arenhaldt quero agradecer por presenciar e vivenciar este momento tão recheado de significado para as sementes da Melissa que germinam.
Nossa profunda gratidão à Escola Estadual Carlos Fett Filho e ao agradecer a Diretora Professora Mara, agradecer a todos os professores, funcionários e alunos da Escola que agora viablilizam esta homenagem.
Mas, então, qual o significado deste evento, deste momento, desta cerimônia?
É de homenagem! É de celebração! Um ritual! É uma homenagem a este lugar de professora estadual que Melissa vivia. E não é uma homenagem somente para a Melissa. É uma homenagem à docência, uma homenagem a todos os professores estaduais.
É uma homenagem para um jeito de ser professor(a). Uma docência decente, que cuida do outro, que representa carinho, compreensão e respeito, tão próprio da Melissa.
Uma homenagem que é reconhecimento ao trabalho e à pessoa que a Melissa representa para todos nós. Este ritual também é uma celebração da memória da Melissa. É um ritual que de certa forma a perpetua e a imortaliza.
Lembro, das tantas conversas que tivemos – conversas de irmão –, em tempos de enfermidades, da presença da perspectiva da morte e de reflexão sobre o sentido e o significado da vida, que Melissa dizia que não queria ser esquecida, que tinha desejo de que suas ações, sua pessoa e sua imagem fosse lembrada. Mas sabia e dizia que com o tempo todos nós um dia seríamos esquecidos, que nossa memória iria aos poucos perecendo. E discutíamos o quanto nossas ações e exemplos permanecem ou não neste plano. E perguntávamos: que legado deixamos do nosso viver? Com que intensidade vivemos e o que fizemos com o presente que temos?
O desejo de viver e a luta pela vida de Melissa era enorme, como todos tivemos a possibilidade de presenciar e ver. Essa, sem dúvida, foi uma das grandes lições que ela nos deixou.
Mas talvez a maior lição foi a alegria e a beleza de sua companhia. E é por isso que sentimos tantas saudades dela. É que a presença dela era uma presença alegre, presença que iluminava, que qualificava as relações nos espaços que freqüentava, qualquer que seja.
O sorriso era a marca da Melissa. O sorriso aberto e intenso: O Eterno Brilho de um Sorriso. E não era um sorriso externo – como uma máscara – era um sorriso que brotava de dentro e contagiava a todos a sua volta.
Por isso entendemos que a homenagem é justa e é uma forma de corporeificar esta presença ausente da Melissa, de dar corpo ao que a Melissa significou para todos nós. De torná-la ainda mais presente entre nós e não deixar que sua memória evapore e se esvaia.
Significativo também é o espaço desta homenagem. Uma Praça de Escola. Não poderia ser um lugar melhor para receber o nome da Melissa. Ela se realizava na presença das pessoas, com os alunos, com a vida na escola.
A Praça é o espaço Público, lugar do Povo (como ela dizia: “Meu povo”). É o lugar da República (da res publica, ou seja, da coisa pública) e onde as coisas da cidade acontecem, espaço do cidadão.
Agrega-se ainda que é uma praça de uma escola pública: recheada de crianças e estudantes.
As vezes jogávamos As Cartas do Caminho Sagrado[1] e seguido Melissa tirava a Carta número 16 que significa LUGAR DE PODER, que é a busca da ligação com a terra e que pede que cada um descubra o seu lugar de poder pessoal para o seu poder de cura se manifestar.
Na busca de sua cura Melissa procurou seu lugar de poder e talvez não tenha concluído este processo. Quero acreditar que possamos ajudá-la oferecendo mais este espaço de poder pessoal e de manifestação de cura de Melissa.
Assim como o espaço que ora recebe seu nome, em algumas culturas de outros povos, existe o hábito de que para cada pessoa que nasce é plantada uma árvore e esta árvore passa a ter o seu nome, e mais do que ter o seu nome, a árvore de certa forma “é você”. Assim, em momentos de reflexão, de decisões pessoais, de dificuldade e gratidão, é possível ir até a sua árvore para ter um encontro consigo mesmo. Assim, mesmo você transcendendo para outro plano a sua árvore aqui neste mundo permanece e se corporeifica em árvore. Além disso, é possível estabelecer contato com a memória dos seus ancestrais já que cada um da sua família tem (e é) a sua árvore.
Por isso, plantaremos esta árvore – um Manacá da Serra – que foi escolhida pela mãe, pois é uma árvore que floresce colorida no mês de agosto. E simbolizará a Melissa.
Que ela cresça, floresça, desenvolva e se corporeifique entre nós como Povo Árvore em sua memória: MELISSA.
Autor: Rafael Arenhaldt
[1] Jamie Sams


4 comentários:
Ao saberem que serão pais, os homens de uma tribo no Quênia escolhem uma árvore para conversar com ela durante toda a gestação. Tal árvore recebe o nome do(a) filho(a) que nascerá. Ao longo dos meses eles (pais e filhos-árvores) poderão desenvolver uma "promixidade-intimidade" com o bebê, mais ou menos como a mãe com sua barriga. Logo que nasce a criança o pai é o primeiro a acolhê-la em seus braços. E seu primeiro gesto é levá-la até sua irmã gêmea-árvore homônima para que se conheçam e sejam amigas por toda a vida.
A Ausência é mesmo outra forma de presença. De um jeito semelhante ao pai queniano, conversamos com nossa irmã através desta árvore, nesta longa gestação, deste novo renascimento de nossa mana Melissa.
A única diferença é que a Melissa menina e mulher veio primeiro que sua mana-árvore, que só há pouquinho nasceu.
Nós convivemos primeiro com a menina e mulher Melissa, com ela conversamos, vimos nela a vida florescer...
...Querida Manacá da Serra-Melissa: esta é tua Mana Mulher Melissa...
Linda homenagem, lindo texto. Que a praça Melissa seja a extensão daquele sorriso tão lindo, que ainda hoje nos ensina que a vida pode ser mais do que a própria vida. Sempre.
Rafael,fiquei muito emocionada ao ver as fotos e ler tua fala quando da inauguração da praça Melissa.Que lindos são teus pais e a tua esposa.Que bela homenagem.A Melissa deve estar feliz por ver que estão lembrando dela com alegria.Rafael, talvez seja por isso que me identifico muito contigo e o Alex ,esse lado família,o sorriso franco,a simplicidade pois , em saber, estás bem além de nós e nos trata coma iguais.Que a árvore da Melissa cresça linda e forte para tenham a certeza de que ela também já está fortalecida.Nesta mundo não uma folha de árvore que não esteja no tempo de deixar a árvore
Rafa, não por acaso te imaginei assim... mais ou menos como tu és. Um anjo...Rafael! E esta árvore que plantastes, junto com a tua família significa a continuidade, ou a transmutação de uma essência para outra. Melissa a essência preferida das minhas meditãções. Por todos os lados Melissa florecerá, assim como o jasmim Manga e o jasmim Manacá. Querido... nosso-estar junto é de uma profunda emoção. Bjús, muitos da Rô
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