Eulésia e Paulo: 35 anos de vida compartilhada
Nesta noite Eulésia e Paulo celebram e ritualizam conosco seus 35 anos de vida compartilhada, de comunhão de vida.
Nesta noite Eulésia e Paulo comemoram e renovam os votos de um casamento marcado por uma trajetória de encontros, de alegrias, de perseverança, de amor, e que conteve, como em tudo o que é da relação do humano, alguns desencontros, momentos de tristeza e tempos de fraqueza.
Nesta noite todos nós, familiares e amigos próximo de Eulésia e Paulo nos sentimos muito felizes. Felizes por podermos presenciar e ver através desta união, o amor e a compreensão serem mais fortes que a indiferença.
Agradecemos ao casal por nos mostrar que é possível sim acreditar nas pessoas, a ter fé no encontro das pessoas e a apostar em relacionamentos duradouros e que se pautem pelo amor e pela compreensão.
No verão deste ano, quando Eulésia e Paulo decidiram que fariam esta festa tivemos uma idéia de contar alguns momentos e passagens da trajetória do casal e do encontro destas duas vidas. Além das fotos e dos álbuns, contamos nossas vidas de diferentes formas. Vivemos, algumas coisas contamos e outras tantas esquecemos. Ressentimos agora algumas coisas que a memória nos fez lembrar.
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Começamos pela Eulésia.
É a segunda de seis filhos do casal Rita e Aloísio Schneider. Seus irmãos: Valberto, Mirna, Ivani, Sérgio e Lizete. Para os amigos que não são da infância, talvez não saibam que Eulésia nasceu em Venâncio Aires, viveu até os 6 anos em Sampaio e veio, depois disso, junto com o irmão Valberto morar com a avó paterna Rosalina Schneider em Santa Clara do Sul.
E porque vieram tão cedo e tão pequenos para Santa Clara? Para estudar na escola. As lembranças deste tempo era de medo da escola. Momentos em que se agarravam em árvores, choravam e não queriam ir para a sala de aula.
A escola... vou ter que parar um pouquinho aqui esta história da escola... depois eu volto a ela.
E o Paulo?
Filho mais velho dos cinco filhos de Lúcia e Léo Zeno Arenhaldt. Seus irmãos: Nicolau, Gilberto, Lizete e Ricardo. Nasceu e passou sua infância em Santa Clara do Sul. Aprendeu cedo a tocar gaita e ainda pequeno tocava casamentos pelo interior. Virou músico. Fez o primário em Santa Clara na Escola São José. Fez o ginásio na 1ª turma do Melinho – Lajeado, o Curso Normal no Colégio Estrela da Manhã e o 2º Grau no Castelinho. Depois de formado lecionou 6 anos em Nova Santa Cruz e fez o Curso Superior de Técnicas Agropecuárias em Passo Fundo e a Pós-Graduação na FATES. Aposentou-se como professor.
Lembram da escola né... para não perdermos o fio da meada desta história.
Pois é, a escola, vocês acham que a escola serve somente para aprender? Pois não é só para isso não! Serve também para o encontro de vidas.
Lembram que Eulésia tinha medo da escola e se agarrava em árvore? Pois então, quem vocês acham que foi convencer a menina Eulésia a ir para a sala de aula?
Também na escola as freiras ensaiavam peças de teatro. Nos anos iniciais ou no primário os dois foram personagens de uma peça na escola. Eulésia que tinha um cabelo comprido foi o menino Jesus e Paulo foi o São Pedro, carregando uma enorme chave.
A escola é responsável por muitas coisas!
Agora vamos dar um pequeno salto no tempo e vamos direto ao namoro dos dois. E como tudo começou? Era o ano de 1968 e como Paulo era músico e tocava nos finais de semana, os encontros não aconteciam nos famosos bailes da época. Mas teve um domingo a noite que ele não tinha baile para tocar. Tinha um Kerb no Salão Paroquial e Paulo tirou Eulésia para dançar.
Os primeiros encontros eram nos domingos nos jogos de futebol no campo do Santa Clara. Paulo passava na porta da casa de Eulésia para ir ao jogo... “um jogo de paqueras”.
E o primeiro beijo? Beijo rápido, encabulado e na buchecha. Local: no campo do Santa Clara, ao lado de uma árvore de plátanos. Segundo dizem, ninguém viu!
Neste tempo, entre os anos de 1969 e 1970, Paulo era professor, taxista e músico (tinha uma Kombi). Os dois saiam de mãos dadas na vila e o namoro era freqüentar a casa da família nos domingos depois do meio-dia.
Namoraram de 1968 a 1972. Em 1972 o noivado, com um almoço no dia de Natal com as duas famílias. No dia 09 de fevereiro de 1974, um dia muito quente, na Sociedade Centro de Reservistas de Santa Clara do Sul, o casamento. Dizem que foi uma festa muito animada, regada a chopp e a música. O conjunto era composto por amigos: Super Banda Leblon. Os padrinhos: Valberto e Loiva, Nicolau e Mirian no Religioso. Renato e Lurdes no civil. A aia foi a Rosinha e o padre que celebrou o casamento foi o Padre João Kreutz. Uma curiosidade do casamento (e tem um foto no álbum), a noiva foi levada para a Igreja por um Opalão amarelo de 4 portas do cumpadre Dário Diehl.
E a noite de núpcias? Foi no Florestal, na casa cedida pelo cumpadre Renato e a cumadre Lurdes. Dizem os noivos (dizem né!) que na lua de mel, esse que vos fala, foi concebido.
A lua de mel foi em Passo Fundo e Ijuí no Hotel Serrador, isso porque Paulo ainda estava em aula na Faculdade – UPF.
Devido aos estudos de Paulo em Passo Fundo, no primeiro ano de casados moraram em Santa Clara na casa dos pais Rita e Aloísio. Em 1975 foram morar de aluguel no Florestal. Em 1976 se mudaram para Moinhos. Alguns visinhos-amigos já residiam próximo como Cinara e Pedro. Mais tarde foram chegando novos amigos: Ile, Bea e Jorge, Jussara e Ernani, Lila e Lauro, Valdir e Liane, Beto e Mafalda, Irino e Rosinha e outros.
Ainda no ano de 1974, no mês de outubro, nasceu em Lajeado o primeiro filho: Rafael. Cinco anos depois, em agosto de 1979, nasceu em Santa Clara: Melissa.
Em 1999 o casal comemorou em casa as Bodas de Prata, 25 anos de casamento. Uma festa singela com a presença dos filhos, pais, padrinhos e o Padre Paulo Hoffmann.
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Queridos, nesses 35 anos de partilha e de convivência muitos momentos foram vividos. Nesses 35 anos as trajetórias de vida de Paulo e Eulésia foram abençoadas e suas histórias nos servem de modelo de vida. Muitos momentos de alegrias foram vividos, de tristeza também. Muitas experiências de dedicação, de projetos de família realizados, alguns momentos de solidão também. Muitas manifestações de carinho e cuidado, outras de insegurança.
Afinal, as surpresas do viver nos revelam não somente felicidade e alegrias, mas o quanto conseguimos superar os obstáculos e as dificuldades.
E os obstáculos este casal teve muitos, não é? Sabemos todos que ainda têm e terão outros.
A lição que vocês nos mostram é que só a aposta no amor faz superar as dificuldades. Termino aqui citando uma frase da Melissa quando da sua formatura em 2005:
“Meu pai é um exemplo de perseverança, minha mãe é um exemplo de bondade”. Com carinho, do filho
Rafael